Terminou agora há pouco o segundo dia da discussão envolvendo os Pontos de Mídia Livre. Com a presença de mais iniciativas premiadas pelo Ministério da Cultura no edital de mídia alternativa de 2009, o debate foi precedido pela apresentação de experiências. Um relato interessante foi o do grupo de teatro de rua Contadores de Mentira, que lançou sua TV com recursos do Prêmio. O pessoal faz humor nas ruas do interior de São Paulo, com personagens que entrevistas pessoas simples, mas menosprezam a si mesmos e não ao cidadão comum.
Outra iniciativa interessante é a da TV Ovo, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O pessoal relatou a experiência com a criação de uma rádio comunitária que circula nos ônibus da cidade, chegando a 15 mil pessoas diariamente. O conteúdo é produzido por jovens treinados pelo Ponto de Cultura, que se reúnem semanalmente para a reunião de pauta.
Uma iniciativa que eu conhecia superficialmente pela televisão também estava presente: o programa Quiproquó, exibido pela Rede Minas e produzido pela OSCIP Instituto Dubem. Trata-se do único programa jornalístico de televisão que noticia exclusivamente o tema teatro. Além de Minas Gerais, a produção é chega a outros estados como Paraná e Distrito Federal por algumas tevês públicas. Em 2009, mesmo aprovado pelas leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura, o projeto correu o risco de parar pela falta de patrocínio e se manteve graças ao recurso do prêmio de mídias livres.
A discussão que se seguiu após as apresentações foi marcada por algumas dualidades que se estabeleceram. Um exemplo: até que ponto estamos debatendo mídias livres se ficarmos presos na crítica ao modelo tradicional de mídia? Se elencarmos Estadão, Folha, Globo e Abril como os Judas da comunicação e centrarmos o debate em torno da crítica aos métodos e conteúdos destas instituições, estaremos apenas combatendo um modelo e não propondo a construção de um novo.
A questão é um pouco mais complexa, pois, na sociedade altamente mediatizada em que a gente vive, é muito complicado propôr uma nova ação de midialivrismo sem contestar e estabelecer a comparação com a mídia hegemônica tradicional. Porém, aceitar que estamos à margem de uma estrutura centralizada de comunicação é também negar que existe um outro centro, que pode se fortalecer a partir da tão falada articulação em rede.
Cabe destacar que o debate foi marcado pela presença de gente de peso nessa discussão, como a professora Ivana Bentes, da UFRJ, e o jornalista Renato Rovai, da revista Fórum. Este último levantou o discurso otimista, sustentando que o momento de discussão sobre mídias livres é único, algo impensado mesmo no início desta década.
Ao fim da discussão, o articulador do Pontão iTeia, Pedro Jatobá, interviu após a discussão sobre hegemonia e contra-hegemonia. Ele comentou sobre um tema que já levantamos neste blog, sobre a centralização das informações no Google. Ele lembrou que existe uma cláusula nos termos de adesão aos serviços gratuitos, como o Youtube, dizendo que o Google pode se apoderar dos direitos patrimoniais de todas as obras veiculadas no seu megaportal de vídeos. Ou seja, damos o direito a eles de comercializarem as obras que produzimos.
Ficou registrado, por fim, o conflito, pois todos concordaram nos riscos da hegemonia do Google, mas relataram que usam dos serviços gratuitos da empresa, caso inclusive deste blog.
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sábado, 27 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Mídias Livres e Cultura Digital: querem retroceder nos avanços da internet
Participei hoje cedo do encontro de mídias livres e cultura digital da Teia. O debate começou já engajado, objetivo e com muita lenha na fogueira, deixando os ânimos já agitados. Algumas observações dos participantes merecem destaque. A começar pelo colega Marcelo Branco, da Associação Software Livre, que levantou a bandeira da liberdade na rede.
Conforme ele informou pelo twitter, países liderados pelos Estados Unidos e pelo Japão estão se movimentando para construir um acordo comercial em nível mundial que dê garantias contra pirataria, envolvendo limitações a compartilhamento de arquivos em redes P2P. Querendo ou não, trata-se de uma versão globalizada do famigerado AI-5 Digital, aquele projeto de lei do Senador Azeredo que proíbe práticas corriqueiras na rede e burocratiza o acesso à internet.
Sob a máscara do combate à pirataria se esconde, na verdade, um temível lobby da indústria do copyright que visa ceifar a possibilidade de criação de novas redes de fruição e distribuição de bens culturais. Sim, pois a base da indústria cultural (leia-se Hollywood, adjacências) não está no domínio da produção de filmes, mas, sim, no monopólio da distribuição, que garante ao mesmo filme ser exibido em São Sebastião do Paraíso, Luanda e Bangladesh simultaneamente.
Então os hackers criam uma rede de computadores contra-hegemônica que se espalha de forma exponencial pelo mundo inteiro, facilitando as comunicações e o intercâmbio cultural. A base do sucesso dessa rede está na facilidade de se copiar, de compartilhar dados e informações. O que fazem os barões da indústria cultural? Tentam criar mecanismos para barrar o que a rede tem de mais fantástico: a facilidade de compartilhamento. É ou não é um contrassenso? Por que retroceder num processo que vem fazendo tão bem para a humanidade?
O tom do debate correu também para o Plano Nacional de Banda Larga, o qual vem sendo achincalhado pela grande mídia brasileira, reconhecidamente adepta do lobby do copyright. A revista Época, por exemplo, publicou recentemente uma "matéria" comparando a estratégia de federalização de redes de fibra ótica pela Telebrás com o ressurgimento de Jason e Fred Kruegger.
Por trás do discurso canhestro está o interesse das empresas de comunicação, que vêm podando por meio de filtros o uso de tecnologias de voz sobre IP (como o Skype) e de compartilhamento de arquivos em P2P (como torrents e emule). Essas empresas simplesmente criam barreiras para os usuários, piorando a qualidade da conexão de Voip. Dizem que é para garantir a qualidade da conexão, mas, evidentementemente, estão tremendo nas bases, com medo de que o acesso livre à internet reduza os ganhos bilionários que têm com as vergonhosas tarifas de celulares.
Quem assina internet via rede 3G, por exemplo, pode checar que, no contrato, está expresso que o usuário não tem direito a usar tecnologia de Voz sobre IP nem compartilhamento de arquivos por torrent? Qual é a briga, então? A garantia da neutralidade da rede: nenhum servidor poderá definir critérios mercadológicos para podar uma ou outra tecnologia de comunicação. A rede deve ser livre, sem filtros.
Atualização às 20h: à tarde, o debate foi dividido. O pessoal de Mídias Livres foi separado da galera do Cultura Digital. O foco do debate mudou um pouco, passando das políticas públicas de internet, mais amplo, para o tema do papel das mídias alternativas no Brasil, mais específico. A roda contou com representantes do MinC, que ressaltaram o fato de o Brasil ser o único país (pelo que se sabe) a contar com políticas públicas de fomento (incentivo financeiro) a mídias livres.
Discutimos também o papel dos novos meios como incentivador da leitura crítica da mídia pela comunidade. Muitos blogs ditos alternativos criticam a mídia tradicional, mas fazem isso pautando-se pela própria grande mídia, repercutindo diariamente o que ela informa. Em ano eleitoral, este ponto fica ainda mais visível. Ressaltamos o fato de os pontos de mídia livre terem que se dedicar à cobertura das construções de políticas públicas, inclusive propondo temáticas que suscitem a discussão destas políticas.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O porque de um Museu da Oralidade
Alguém já teve a sensação de que a história que a gente aprende na escola nem parece uma história propriamente dita? Não tem um enredo melodioso, não tem encantamento, tampouco uma fantasia, uma vibração. Fosse por ela, nosso mundo seria apenas o resultado de uma série de alternâncias de poder, decididas a portas fechadas em salões imperiais e gabinetes de presidentes. Do clero para a nobreza e depois para a burguesia, dos feudos para os estados nacionais, das metrópoles para as colônias e destas para o Novo Mundo, com suas guerras mundiais, frias ou não, sempre pela conquista de territórios e mercados consumidores.
Acontece que o mundo que a gente vive é construído também por uma diversidade de anônimos, pessoas comuns, que em seus cotidianos viveram e transformaram a cultura e consolidaram, aos poucos, as mudanças de comportamento, de pensamento,
de ideologias. O que se fez do lado de cá das pirâmides sociais, no entanto, não entra nos chamados anais da história. O universo popular é quase que um corpo estranho aos temas dos livros didáticos.
Desde que começamos a nos embrenhar pelo universo da memória oral, nos deparamos com um outro tipo de história. Uma história diferente, que não vem expressa em cartas, atas, registros ou livros. Uma história que não se atém a descob
rir quem fundou a igreja, quem escreveu a primeira carta, quem fincou a bandeira ou rezou a primeira missa. Que não quer descobrir a origem de tal lugar para distribuir títulos de pioneiros a fulano ou sicrano.
Essa outra história está nas esquinas, nos bairros, nas roças, na rua, em todo lugar. Pode não estar concretizada em relatos escritos, mas aparece na fala de um artesão, um carapi
na, uma dona de casa ou um puxador de folia de reis. Cada um deles carrega um conhecimento herdado geração após geração. Cada um recriou, conforme sua individualidade, a bagagem cultural que recebeu dos antepassados. Mas, mesmo assim, mantém hábitos, formas de pensar, agir e falar, que remontam a nossa ancestralidade. São testemunhos vivos de um história próxima, que explica muito do que vivenciamos hoje.
Quando investigamos essa outra história, não ficamos presos somente aos relatos das pessoas. A música de um capitão de guarda de Reinado traz na melodia, letras e instrumentos vários testemunhos de um passado transmitido pelos anseios e paixões de seus antecessores. Assim também é com a quitandeira, com seus ingredientes, temperos e receitas. O mesmo vale para o alfaiate e sua técnica minuciosa, para a benzedeira e sua medicina popular, para o carapina e seus instrumentos e conhecimentos sobre a natureza.
Engana-se quem pensa que a memória oral é apenas a história do tempo presente. Ela também nos leva a um passado de outros séculos. Com a mesma propriedade da história imortalizada nos escritos, nos faz compreender o passado para entender a contemporaneidade e vislumbrar o futuro. Ela é, no entanto, carregada de subjetividades, que, por sua vez, são um elemento a mais para a curiosidade do pesquisador e não merecem ser desprezadas.
O contato com essa forma de observar e analisar criticamente nosso presente pela busca da ancestralidade nos levou a propor o Museu da Oralidade. Uma rede social que se apropria das novas tecnologias acessíveis para pesquisar, difundir e preservar o que a tradição oral nos revela em toda sua complexidade. O museu não tem um local em si para acontecer. Está em todos aqueles lugares já citados: na rua, nas esquinas, nas roças. E qual a razão disso tudo?
Desde que o capitalismo nos levou à padronização e à massificação, sobretudo pelo advento do pensamento fordiano, a cultura entrou para o rol das atividades econômicas industrializadas. Grandes conglomerados produtores passaram a monopolizar a produção cultural em escala global. Transformaram a música, uma das nossas expressões populares mais antigas, num produto que tem dono. Assim também foi com o teatro, o cinema, a televisão. Mediatizou-se as formas de cultura e criou-se um grande sistema de distribuição vinculado ao monopólio industrial. A cultura a que temos acesso no dia-a-dia tem que passar pelo filtro destes conglomerados e é forjada em grandes centros, isolados do nosso cotidiano, que nos dizem o que pensar, como agir, o que vestir. Fez-se um novo tipo de imperialismo, desta vez não militar, mas ideológico.
É claro que esta forma de se produzir cultura, vinculada à produção em série e ao lucro, nos distancia da nossa realidade presente e nos faz enxergar o mundo pelos olhos dos outros. Nosso comportamento fica sugestionado por aquilo que querem que pensemos.
As novas tecnologias de comunicação, que tem convergido todas as formas de produção cultural numa única ferramenta chamada rede, podem - e devem - servir de contraponto a este monopólio. Na internet, ícone maior desta revolução que se propõe, o espírito colaborativista e democratizador floresce como resultado da ação dos milhares de usuários que constróem um imenso manancial de informação. Estabeleceu-se um campo fértil para projetos pessoais e coletivos, que se cruzam formando uma teia de pensamentos e interesses comuns. Permitimo-nos a consolidação de conceitos coletivos a partir do trabalho digital de cada um. Rompe-se com a lógica fordiana de produção em série para se chegar a uma forma de ação muito mais próxima do artesanal. Temos a chance de enxergar o mundo pelos nossos próprios olhos, sem intermediários, e compartilhar nossas visões com pessoas semelhantes, formando comunidades criativas e transformadoras baseadas na solidariedade e na colaboração.
Assim é que se pensa, pois, a razão de ser do Museu da Oralidade. Se a tradição oral é recriada pelas subjetividades e interpertações de cada um, por que não se apropriar das tecnologias convergentes da informação para impulsionar o conhecimento e a recriação dessas tradições? A pergunta pode até soar utópica. Mas se a tecnologia está aí para democratizar a produção cultural e ela ainda não tem dono, é hora de pensá-la em prol das utopias. Desafios existem, e sua popularização da rede talvez seja o maior deles. Porém, os desafios estão aí para serem superados.
Querem dominar a rede. O mesmo monopólio que burocratizou e criou barreiras ao estabelecimento dos produtores culturais independentes quer que as tecnologias se moldem aos modelos de negócios sob os quais se consolidaram formas elitistas e reacionárias de manutenção da ordem social e cultural. A colaboração e a solidariedade podem, neste mesmo ambiente, quebrar barreiras que tentam se impor e provocar uma revolução no nosso modo de agir, tanto culturalmente quanto economicamente e politicamente. Assim propomos conhecer o passado para entender o presente e construir o futuro. A porta está aberta, e nela pode entrar quem quiser.
Fotos Sansão Bogarim e Paulo Morais.
Acontece que o mundo que a gente vive é construído também por uma diversidade de anônimos, pessoas comuns, que em seus cotidianos viveram e transformaram a cultura e consolidaram, aos poucos, as mudanças de comportamento, de pensamento,
de ideologias. O que se fez do lado de cá das pirâmides sociais, no entanto, não entra nos chamados anais da história. O universo popular é quase que um corpo estranho aos temas dos livros didáticos.Desde que começamos a nos embrenhar pelo universo da memória oral, nos deparamos com um outro tipo de história. Uma história diferente, que não vem expressa em cartas, atas, registros ou livros. Uma história que não se atém a descob
Essa outra história está nas esquinas, nos bairros, nas roças, na rua, em todo lugar. Pode não estar concretizada em relatos escritos, mas aparece na fala de um artesão, um carapi
na, uma dona de casa ou um puxador de folia de reis. Cada um deles carrega um conhecimento herdado geração após geração. Cada um recriou, conforme sua individualidade, a bagagem cultural que recebeu dos antepassados. Mas, mesmo assim, mantém hábitos, formas de pensar, agir e falar, que remontam a nossa ancestralidade. São testemunhos vivos de um história próxima, que explica muito do que vivenciamos hoje.Engana-se quem pensa que a memória oral é apenas a história do tempo presente. Ela também nos leva a um passado de outros séculos. Com a mesma propriedade da história imortalizada nos escritos, nos faz compreender o passado para entender a contemporaneidade e vislumbrar o futuro. Ela é, no entanto, carregada de subjetividades, que, por sua vez, são um elemento a mais para a curiosidade do pesquisador e não merecem ser desprezadas.
O contato com essa forma de observar e analisar criticamente nosso presente pela busca da ancestralidade nos levou a propor o Museu da Oralidade. Uma rede social que se apropria das novas tecnologias acessíveis para pesquisar, difundir e preservar o que a tradição oral nos revela em toda sua complexidade. O museu não tem um local em si para acontecer. Está em todos aqueles lugares já citados: na rua, nas esquinas, nas roças. E qual a razão disso tudo?
Desde que o capitalismo nos levou à padronização e à massificação, sobretudo pelo advento do pensamento fordiano, a cultura entrou para o rol das atividades econômicas industrializadas. Grandes conglomerados produtores passaram a monopolizar a produção cultural em escala global. Transformaram a música, uma das nossas expressões populares mais antigas, num produto que tem dono. Assim também foi com o teatro, o cinema, a televisão. Mediatizou-se as formas de cultura e criou-se um grande sistema de distribuição vinculado ao monopólio industrial. A cultura a que temos acesso no dia-a-dia tem que passar pelo filtro destes conglomerados e é forjada em grandes centros, isolados do nosso cotidiano, que nos dizem o que pensar, como agir, o que vestir. Fez-se um novo tipo de imperialismo, desta vez não militar, mas ideológico.
É claro que esta forma de se produzir cultura, vinculada à produção em série e ao lucro, nos distancia da nossa realidade presente e nos faz enxergar o mundo pelos olhos dos outros. Nosso comportamento fica sugestionado por aquilo que querem que pensemos.
As novas tecnologias de comunicação, que tem convergido todas as formas de produção cultural numa única ferramenta chamada rede, podem - e devem - servir de contraponto a este monopólio. Na internet, ícone maior desta revolução que se propõe, o espírito colaborativista e democratizador floresce como resultado da ação dos milhares de usuários que constróem um imenso manancial de informação. Estabeleceu-se um campo fértil para projetos pessoais e coletivos, que se cruzam formando uma teia de pensamentos e interesses comuns. Permitimo-nos a consolidação de conceitos coletivos a partir do trabalho digital de cada um. Rompe-se com a lógica fordiana de produção em série para se chegar a uma forma de ação muito mais próxima do artesanal. Temos a chance de enxergar o mundo pelos nossos próprios olhos, sem intermediários, e compartilhar nossas visões com pessoas semelhantes, formando comunidades criativas e transformadoras baseadas na solidariedade e na colaboração.
Assim é que se pensa, pois, a razão de ser do Museu da Oralidade. Se a tradição oral é recriada pelas subjetividades e interpertações de cada um, por que não se apropriar das tecnologias convergentes da informação para impulsionar o conhecimento e a recriação dessas tradições? A pergunta pode até soar utópica. Mas se a tecnologia está aí para democratizar a produção cultural e ela ainda não tem dono, é hora de pensá-la em prol das utopias. Desafios existem, e sua popularização da rede talvez seja o maior deles. Porém, os desafios estão aí para serem superados.
Querem dominar a rede. O mesmo monopólio que burocratizou e criou barreiras ao estabelecimento dos produtores culturais independentes quer que as tecnologias se moldem aos modelos de negócios sob os quais se consolidaram formas elitistas e reacionárias de manutenção da ordem social e cultural. A colaboração e a solidariedade podem, neste mesmo ambiente, quebrar barreiras que tentam se impor e provocar uma revolução no nosso modo de agir, tanto culturalmente quanto economicamente e politicamente. Assim propomos conhecer o passado para entender o presente e construir o futuro. A porta está aberta, e nela pode entrar quem quiser.
Fotos Sansão Bogarim e Paulo Morais.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Notícias atualizadas
Projeto Amigos da Água começa em Três Corações
Uma reunião entre a Viraminas e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na última segunda-feira (23) representou o pontapé inicial para o projeto "Comunidade Amiga da Água", que a associação vai iniciar em Três Corações. Com o apoio da SEMMA e da Práxis Consultoria Ambiental, a entidade agora vai estruturar o projeto, que envolverá a comunidade escolar em iniciativas de educação ambiental, e depois irá buscar recursos para viabilizar a proposta. As gestoras ambientais Maria Tavares e Danielle Terra, o engenheiro ambiental Júlio Matuck e a arquiteta Mônica Furtado estão à frente da iniciativa.
Lei Rouanet em discussão
O Ministério da Cultura abriu consulta pública sobre a reforma da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Entre as propostas do MinC, devem ser criados cinco fundos setoriais para fomentar projetos e garantir uma melhor partilha dos recursos entre as regiões. Deve ser criada ainda uma maior flexibilidade na isenção de impostos dos projetos, que poderá variar de 100% a 30%. Saiba mais e envie sua proposta no blog da reforma da lei.
Exposição JK 100 anos na E. E. Luiza Gomes
A memória do ex-presidente Juscelino Kubitschek está em exposição na E. E. Luiza Gomes Lemos até o próximo dia 31. De 1º a 3 de abril, o evento segue para a Casa de Cultura Godofredo Rangel. No dia 3, haverá uma intervenção cultural dos alunos da Escola, na Casa da Cultura. O projeto tem curadoria de Sidney Carmo e Paulo de Barros, ambos da Viraminas, e é oferecido pela Sistema de Bibliotecas Públicas do Governo do Estado, em parceria com a Escola Luiza Gomes e com a Casa de Saúde Santa Fé. Uma curiosidade: o nome da escola é uma homenagem à sogra do ex-presidente JK. Originalmente, a idéia era homenagear a então primeira-dama Sarah Kubitschek, mas a legislação não permitia a menção a pessoas vivas.
Sarau O Quinto Minuto agita Luminárias

Na virada da sexta-feira da Paixão para o Sábado de Aleluia, a ONG Jacu da Roça, de Luminárias, agita a cidade com o Sarau O Quinto Minuto - A Arte às Avessas. Atrações musicais e artísticas, leitura de poesias e performances musicais vão movimentar o Espaço Cultural Bar do Tatá. O evento conta com apresentações de artistas locais. A Viraminas vai comparecer com a exposição "Maria Maria, pelas mãos dessas mulheres". Mais informações com Lincoln: (35) 9948-5787 ou no blog do Jacu da Roça.
Manual sobre cultura digital

Foi lançado na internet, em versão Beta, o livro "Para entender a Internet", que trata de diversos conceitos da rede e de cultura digital. Web 2.0, capital social, creative commons, propriedade intelectual e diversos outros assuntos são dissecados por especialistas no assunto. Baixe o livro no blog homônimo.
Fique ligado: em maio tem Sarau do Centro de Referência do Professor, em Três Corações! Aguarde!
Uma reunião entre a Viraminas e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na última segunda-feira (23) representou o pontapé inicial para o projeto "Comunidade Amiga da Água", que a associação vai iniciar em Três Corações. Com o apoio da SEMMA e da Práxis Consultoria Ambiental, a entidade agora vai estruturar o projeto, que envolverá a comunidade escolar em iniciativas de educação ambiental, e depois irá buscar recursos para viabilizar a proposta. As gestoras ambientais Maria Tavares e Danielle Terra, o engenheiro ambiental Júlio Matuck e a arquiteta Mônica Furtado estão à frente da iniciativa.
Lei Rouanet em discussão
O Ministério da Cultura abriu consulta pública sobre a reforma da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Entre as propostas do MinC, devem ser criados cinco fundos setoriais para fomentar projetos e garantir uma melhor partilha dos recursos entre as regiões. Deve ser criada ainda uma maior flexibilidade na isenção de impostos dos projetos, que poderá variar de 100% a 30%. Saiba mais e envie sua proposta no blog da reforma da lei.
Exposição JK 100 anos na E. E. Luiza Gomes
A memória do ex-presidente Juscelino Kubitschek está em exposição na E. E. Luiza Gomes Lemos até o próximo dia 31. De 1º a 3 de abril, o evento segue para a Casa de Cultura Godofredo Rangel. No dia 3, haverá uma intervenção cultural dos alunos da Escola, na Casa da Cultura. O projeto tem curadoria de Sidney Carmo e Paulo de Barros, ambos da Viraminas, e é oferecido pela Sistema de Bibliotecas Públicas do Governo do Estado, em parceria com a Escola Luiza Gomes e com a Casa de Saúde Santa Fé. Uma curiosidade: o nome da escola é uma homenagem à sogra do ex-presidente JK. Originalmente, a idéia era homenagear a então primeira-dama Sarah Kubitschek, mas a legislação não permitia a menção a pessoas vivas.
Sarau O Quinto Minuto agita Luminárias

Na virada da sexta-feira da Paixão para o Sábado de Aleluia, a ONG Jacu da Roça, de Luminárias, agita a cidade com o Sarau O Quinto Minuto - A Arte às Avessas. Atrações musicais e artísticas, leitura de poesias e performances musicais vão movimentar o Espaço Cultural Bar do Tatá. O evento conta com apresentações de artistas locais. A Viraminas vai comparecer com a exposição "Maria Maria, pelas mãos dessas mulheres". Mais informações com Lincoln: (35) 9948-5787 ou no blog do Jacu da Roça.
Manual sobre cultura digital
Foi lançado na internet, em versão Beta, o livro "Para entender a Internet", que trata de diversos conceitos da rede e de cultura digital. Web 2.0, capital social, creative commons, propriedade intelectual e diversos outros assuntos são dissecados por especialistas no assunto. Baixe o livro no blog homônimo.
Fique ligado: em maio tem Sarau do Centro de Referência do Professor, em Três Corações! Aguarde!
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